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Bienvenidos a Uruguay

O pequeno e charmoso país vizinho é uma excelente opção de passeio e um dos principais roteiros de cicloturismo da América do Sul

Por Leonardo Ortiz, em 12 de Janeiro de 2022

Foto Principal O Uruguai, um dos menores países da América do Sul, é um destino que reúne charme, boa hotelaria, gastronomia de primeira, belas paisagens rurais e praias onde não é raro se deparar com baleias, lobos e leões marinhos. Com apenas três milhões e meio de habitantes, pouco mais que a população de Belo Horizonte, é um país seguro e repleto de atrações e lugares inesquecíveis. Além do turismo tradicional, o Uruguai aflorou sua vocação para o cicloturismo, favorecido pelo relevo relativamente plano que se estende por todo o litoral, e esse trajeto se tornou o roteiro preferido dos ciclistas que visitam o país.

O povo uruguaio é acolhedor e recebe muito bem os brasileiros, mas em contrapartida são mais fechados e formais, o que não é um problema, e a comunicação pra quem não fala espanhol também não chega a ser uma grande barreira. Quando conversam com brasileiros, falam mais devagar e se fazem entender. Neste pequeno diário de viagem, relatarei os 12 dias em que eu e um grupo de amigos de São Paulo passamos no Uruguai durante o mês de novembro de 2021, sendo eu o único morador de São Lourenço. Vou narrar nossa aventura em detalhes e com dicas importantes pra quem pensa em conhecer esse lindo país.

Outro aspecto que também tem atraído muitos turistas para o Uruguai é a política de liberdade adotada em relação ao uso de drogas, especialmente a maconha, que tem seu plantio e consumo totalmente livres em qualquer parte do país, sendo comercializada pelo próprio governo em farmácias e lojas especializadas. Não cabe aqui nenhum tipo de julgamento sobre as políticas adotadas pelo governo uruguaio, mas os indicadores mostram que essa postura se mostra mais positiva que negativa, e os turistas que buscam essa experiência em geral são pessoas de bom nível social e que não causam desordem e transtornos para os moradores.

A preparação



A primeira etapa da viagem começou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A turma se reuniu para o embarque junto com as bicicletas, que foram desmontadas e devidamente embaladas em caixas de papelão, seguindo as normas do transporte aéreo. Nosso grupo também tinha a opção de alugar as bikes no Uruguai, mas todos optaram em levar as suas magrelas. O grupo reuniu dois casais e mais 7 homens, num total de 11 pessoas, sendo a Camila a caçula da turma, com 32 anos, e o mais velho, o Alexandre, com 53. Uma turma já veterana e acostumada com passeios em trilhas de alto grau de dificuldade. Inclusive, parte do grupo fez em 2020 a trilha do Caminho dos Anjos, um roteiro desafiador que começou em Passa Quatro e terminou em São Lourenço, passando por Itanhandu, Itamonte, Alagoa, Aiuruoca e Caxambu. Nessa época eu estava sem bike e não participei do passeio, mas recebi meus amigos em São Lourenço e comemoramos a chegada com um jantar no Restaurante Frango na Brasa. O grupo todo é formado por cerca de 20 pessoas, a maioria de São Paulo, capital, e carregam o nome de “Serrinhas Ganja”.

Pra ficar mais fácil de identificar os personagens dessa aventura no Uruguai, estiveram presentes os casais Rafael e Iris e o Cristiano e a Camila. O grupo de homens era formado pelos três irmãos da família Romano, o Ricardo, o César e o Carlos, além do João, do Alexandre, do Fábio e de mim, Leonardo. Como a maioria já se conhece há muitos anos quase todos da turma tem apelidos nada convencionais que achei melhor não usar neste texto.

Montevidéu



Após pouco mais de duas horas de voô, o desafio começou assim que desembarcamos no aeroporto. Enquanto montávamos nossas bikes, percebemos uma movimentação diferente na saída do aeroporto. Era a seleção argentina de futebol que chagava pra enfrentar o Uruguai pelas eliminatórias sulamericanas. Até esperamos um pouco pra ver de perto Messi e cia, mas com a demora no desembarque preferimos ir embora. Logo de cara pedalamos 20 km até a primeira hospedagem, em um hostel no centro de Montevidéu, e foi o começo da preparação para os quase 400 km que teríamos pela frente.

Após muitas rodadas de cerveja no hostel pra comemorar a chegada em terras uruguaias, o dia seguinte estava programado pra conhecer a capital. De bike, é claro. Rodamos cerca de 20 km passando pelos principais pontos turísticos da cidade. Montevidéu tem o charme e a sofisticação de uma cidade europeia, tudo muito limpo e organizado, com avenidas largas e arborizadas e grandes e bem cuidadas praças por toda a cidade, com muitas bandeiras uruguaias à vista. E as ciclovias estão espalhadas pelas principais avenidas, todas bem conservadas e sinalizadas. A principal parada foi no tradicional Mercado Municipal, na parte velha da cidade, onde as parrillas não param um minuto e todos nos fartamos com os cortes de primeira do churrasco uruguaio.

Chegamos em Montevidéu com a atmosfera contaminada pelo futebol. Além da partida entre Argentina e Uruguai, no final de semana seguinte seriam jogadas as finais da Copa Sulamericana, entre Atlético Paranaense e Bragantino, e da Libertadores feminina, entre o Corinthians e o Santa Fé da Colômbia. E toda a expectativa para a final da Copa Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, que aconteceu alguns dias depois de irmos embora. E tive que aturar os palmeirenses da turma, que eram maioria na viagem.

Atlântida



Depois de dois dias de passeios leves e curtição na capital, no terceiro dia chegava a hora da verdade. Todos tinham em mente que o grau de dificuldade do passeio seria de leve pra moderado, bem mais tranquilo que as pesadas trilhas do Sul de Minas, mas enfrentamos um fator inesperado, os fortes ventos, que fariam parte de praticamente toda a viagem. Os ventos eram constantes e davam a mesma sensação e dificuldade de subir uma montanha. Nesse primeiro trecho, de 55 km, deixamos Montevidéu rumo à cidade de Atlântida, charmoso balneário com muitas casas de veraneio de alto padrão e belas paisagens. Mas antes de chegar em Atlântida, em uma Marina na saída de Montevidéu nos deparamos com um enorme Leão Marinho que descansava numa das paredes da estrutura e nos rendeu muitas fotos.

Outra particularidade muito notada na viagem é o estilo arquitetônico das casas do Uruguai, diferentes do padrão de construção de casas no Brasil e, via de regra, com muros baixos ou sem nenhum tipo de cerca, deixando as casas totalmente visíveis, o que mostra o quanto o país é seguro e com baixíssimos índices de criminalidade.

Chegando em Atlântida, uma breve parada para fotos no principal cartão postal da cidade, uma grande escultura de pedra em formato de águia, com todos exaustos. Só pra se ter uma ideia do que é pedalar contra o vento, em determinado trecho do percurso pedalamos por uma extensa praia onde tínhamos a sensação de que estávamos numa subida sem fim, quando na verdade era tudo plano, tamanha a dificuldade que o vento impôs à pedalada. Vale destacar a participação de Iris, esposa do Rafael, que pedalou forte e no mesmo ritmo dos homens durante toda a viagem. Na verdade ela foi a única mulher do grupo que pedalou todos os dias, já que a outra integrante, a Camila, a mais nova da turma, descobriu que estava grávida dias antes da viagem e o grupo acabou optando por se utilizar de um carro de apoio alugado no aeroporto, e que foi fundamental no passeio, já que nossa turma era grande e tinha muita bagagem. O carro se fez necessário logo no primeiro dia quando a minha bike teve um problema e precisei ser resgatado. O Carlos me acompanhou até a chegada do apoio, e concluí o percurso com a bike do Cristiano, que levou a minha embora no carro.

Passados os percalços desse dia, a noite teve comida boa, cerveja e muita conversa boa para motivar a equipe pro dia seguinte. Nos hospedamos no Hotel Argentina, um bom hotel por um preço justo, onde aproveitamos as piscinas aquecidas do local.

Piriápolis



Após um café da manhã reforçado e as últimas fotos, começa o quarto dia de aventura rumo à próxima parada, Piriápolis, outra bela cidade do litoral uruguaio. O percurso, de 46 km, foi um pouco menos cansativo que o primeiro dia, mas novamente com muito vento contra. Uma cidade um pouco maior e com um belo e enorme Cassino na avenida beira mar. Na maior parte da viagem, o carro de apoio acabou se tornando uma ferramenta essencial, pois a princípio estava programado que os integrantes carregariam suas bagagens nas bicicletas, o que aumentaria muito a dificuldade do pedal. E eu e o Cristiano, marido da Camila, nos revezamos durante todo o trajeto, um dia um dirigindo e o outro pedalando e vice-versa.

Em Piriápolis, nos hospedamos em uma pousada com quartos comunitários equipados com parrillas e passamos o restante do dia na piscina e degustando um bom churrasco uruguaio, com o Ricardo comandando os trabalhos. E muita cerveja, é claro.

Punta del Este



A badalada cidade de Punta del Este foi sem dúvida um dos pontos altos da viagem, e os “Serrinhas” reservaram dois dias num resort, afastado quase 20 km do centro da cidade. Foi o trecho mais curto de pedal, de Piriápolis até Punta foram cerca de 40 km, mas como sempre o vento não deu trégua.

Punta del Este, ao contrário de Montevidéu, é uma cidade bem mais moderna e lotada de prédios de alto padrão e grandes hotéis e cassinos. Uma verdadeira Beverly Hills sulamericana. Na primeira noite nos deslocamos até o centro onde jantamos em um belo e sofisticado restaurante e depois visitamos o Hotel Conrad, famoso pelo seu cassino e pelas grandes festas e aparições em programas como a do apresentador Amaury Jr, que vive por lá.

Como o resort ficava afastado do centro e só havia um carro disponível, os casais foram de carro e nós homens optamos pelo uber, mas eu sugeri irmos de ônibus pra galera ter contato com o povão. Nossa turma é mais velha e os paulistanos são acostumados a andar de carro e no ar condicionado, e pegar o busão acabou sendo divertido e um tanto inusitado. O Alexandre, que é dentista e mora no Alphaville, e que não é acostumado a andar de ônibus estranhou nossa decisão mas acabou se divertindo muito no trajeto.

No segundo dia em Punta del Este, o único em que choveu durante todo nosso passeio, passamos o dia aproveitando a estrutura do resort, e claro, com mais um dia de parrilla e muita cerveja, mais uma vez sob o comando do chef da turma, o Ricardo, que preparou um churrasco tão bom ou até melhor do tão falado Mercado Municipal de Montevidéu.

La Paloma



O próximo destino foi, sem dúvida, o mais desafiador e cansativo de toda a viagem. De Punta del Este até o balneário de La Paloma são 115 km, mas como o resort em Punta era afastado do centro, o percurso passou dos 130 km. O que favoreceu o pedal é que o vento nesse dia deu trégua e só foi atrapalhar nos últimos 15 km do percurso. Mas antes passamos novamente por Punta del Este para fotos diurnas, em especial no monumento “La Mano”, escultura parcialmente enterrada na areia, localizada na praia Brava. Depois disso, pedal pesado. Como eu era o menos preparado da turma, eu fugi desse pedal e fui no conforto do carro de apoio.

Enquanto os “Serrinhas” se matavam no pedal, eu e a Camila chegamos bem antes em La Paloma, onde tivemos uma surpresa não tão agradável. Na reserva feita em um hostel da cidade, nos deparamos com uma hospedagem quase abandonada e em péssimas condições, e nessa hora o carro de apoio foi essencial e, no meu caso, falar bem o espanhol ajudou muito. Rapidamente contornamos a situação e remanejamos a hospedagem pra um hotel bem mais estruturado e confortável. A turma chegou exausta e já no final do dia após mais de 130 km de belas paisagens e algumas paradas pra recuperar o fôlego. No Uruguai nessa época do ano o sol se põe por volta das 20hs.

A cidade de La Paloma parece um lugar pouco habitado e de pouco movimento e o melhor ponto turístico é um enorme Farol na praia da cidade, onde é comum se avistar baleias, o que infelizmente não ocorreu durante nossa passagem pela cidade.

Cabo Polônio



Outro ponto alto do passeio e com dois dias de reserva, Cabo Polônio é um lugar simplesmente espetacular, de difícil acesso mas, sem dúvida, o mais marcante de toda a viagem. Pra se chegar nessa paradisíaca e isolada reserva ecológica, após 55 km de pedal, deixamos o carro e as bicicletas na entrada do parque. De lá o acesso é feito somente por carros e caminhões 4x4, num percurso arenoso e de difícil acesso. O povoado de Cabo Polônio tem uma paisagem singular, com enormes dunas e um “lobário”, onde lobos marinhos descansam nas pedras. Tudo em Cabo Polônio é especial, e apreciar o pôr do sol nas pedras junto aos lobos marinhos é uma experiência inesquecível. A cor do céu é diferente da que estamos acostumados no Brasil, e uma linda lua cheia que refletia no mar deu um charme incrível pra nossa primeira noite.

No dia seguinte, após o café, eu e uma parte da turma fizemos uma caminhada de 12 km até a ponta da praia, passando pelas gigantescas dunas de Cabo Polônio, e outra turma preferiu ficar na praia mais perto do hostel. Algo que os visitantes devem ter cuidado no Uruguai é com a exposição ao sol, pois os fortes ventos disfarçam, e muito, os efeitos dos raios solares, e em Cabo Polônio todos se queimaram muito e nem se deram conta.

Em Cabo Polônio, nos hospedamos em um hostel charmoso mas com uma infra estrutura um tanto precária. Durante a viagem, o hostel foi o meio de hospedagem mais em conta e mais usado pelos “Serrinhas”. Em Atlântida e Miriápolis nos hospedamos em hotéis de médio padrão e somente em Punta del Este optamos por uma hospedagem em um resort, mesmo assim afastado do centro pra baratear a estadia.

Depois de dois dias de muita curtição e contemplação da natureza exótica de Cabo Polônio, os donos do hostel prepararam um jantar especial, um strogonoff de camarão de comer rezando, e na manhã seguinte seguimos para a última etapa da viagem.

Punta del Diablo



Punta del Diablo foi a última parada da equipe na expedição pro Uruguai. Na verdade a última parada estava programada para Barra del Chuy, que faz fronteira com a homônima Chuí, no Rio Grande do Sul. Porém estavam todos exaustos e não havia nada de muito interessante a se fazer na fronteira, e esse último trecho, de 46 km, foi abortado. Apenas eu e o Fábio fizemos esse trecho de carro e junto com um carreto pra levar as bikes até a fronteira, onde um furgão aguardava pra levar as magrelas de volta pra São Paulo. Essa logística das bikes foi facilitada pela transportadora que os irmãos Romano possuem em São Paulo, e um parceiro deles do Rio Grande do Sul fez o transporte das bikes via terrestre, o que evitou voltar pra Montevidéu com elas e ter toda a mão de obra pro embarque no avião.

O trecho de 66 km de Cabo Polônio até Punta del Diablo foi sofrido. O desgaste da equipe foi tão grande que o Fábio simplesmente desabou no meio do percurso e pegou um ônibus até o trevo de Punta, onde eu fui resgatá-lo. Os demais completaram o percurso eufóricos com o sucesso da aventura, afinal, apesar de um bom preparo, é um grupo de veteranos que pedalaram quase 400 km pelo litoral do Uruguai.

Punta del Diablo foi a parada mais descontraída da viagem, um vilarejo lotado de bares com música latina ao vivo e muita gente bonita lotando as ruas. Fechou com chave de ouro uma viagem inesquecível. Nossa última hospedagem foi num hostel até bacana, mas lotado de pernilongos e alguns pequenos escorpiões que encontramos nos banheiros.

Quero destacar que nosso grupo é composto por ciclistas amadores porém bem preparados e acostumados com trilhas e pedal na estrada. O João, o único que não era do grupo Serrinhas já pedalou em nível de competição. Os irmãos Romano, o Alexandre, o Cristiano e o casal Rafael e Iris também tiveram um ótimo desempenho. Já o Fábio, o mais barrigudinho da turma e que eu achei que me faria companhia como retardatário, também teve um ótimo desempenho e não fui páreo pra ele. E por fim, eu que era o menos preparado acabei sofrendo um pouco mais. De qualquer maneira fiquei muito feliz e orgulhoso por poder acompanhar a galera, mas acabei concluindo o passeio no conforto do carro de apoio e ajudando muito mais na logística toda da viagem.

O retorno



No dia seguinte, já sem as bikes, pegamos um ônibus de volta pra Montevidéu, onde no outro dia pegaríamos nosso voo de volta. E nessa altura o clima para a final da Libertadores já era latente, com grande movimentação de torcedores na estrada e na capital. No nosso último dia, depois de 5 horas de viagem voltando de Punta del Diablo, demos um último passeio por Montevidéu e fomos a um shopping e enchemos as mochilas de guloseimas, principalmente alfajores, o doce que mais comemos durante toda a viagem.

No voo de volta pra São Paulo, ainda tivemos o privilégio de voltar com a delegação feminina do Corinthians que acabara de ganhar a Libertadores no dia anterior. Além das meninas também estava no avião a técnica da seleção feminina, a irreverente treinadora sueca, a Pia Sundhage.

Viajar e conhecer o Uruguai foi uma experiência única e inesquecível, não só pelo passeio em si, mas pela convivência de quase duas semanas com grandes amigos, onde todos se ajudaram o tempo todo e pudemos compartilhar momentos de muita alegria, curtição e camaradagem. E agradeço a oportunidade de compartilhar essa experiência com eles e poder relatar os detalhes dessa aventura no portal da Editora Viva. E os Serrinhas já se preparam para uma nova expedição em 2022, desta vez pro Peru, pra percorrer o vale sagrado que leva a Machu Pichu, a antiga cidade Inca encravada nas montanhas. Espero poder participar dessa expedição e de poder contá-la por aqui.

Dicas Importantes



O Uruguai, junto com o Chile, são os países mais caros pra se viajar na América do Sul, portanto é muito importante um planejamento detalhado e antecipado da viagem. Nosso grupo teve o cuidado de comprar as passagens 10 meses antes, o que nos custou em torno de 3 vezes menos do valor que custaria comprando próximo da data. E no caso específico de nossa viagem, o preço aumentou em mais de 5 vezes em relação ao preço normal devido aos jogos de futebol que movimentaram Montevidéu.

Como já havia citado, o protetor solar é um item essencial. Os fortes ventos disfarçam a ação dos raios solares e podem causar queimaduras na pele.

Não é necessário trocar reais por pesos uruguaios no Brasil, onde há poucas casas de câmbio pra moeda uruguaia. Somente em São Paulo e algumas outras cidades grandes é possível fazer esse câmbio. Já no Uruguai o dinheiro pode ser trocado em casas espalhadas por todo o país pela cotação do dia, e em muitos lugares o real é aceito. O uso de cartão de crédito internacional pode ser útil mas é cobrada uma taxa em torno de 6,5% de IOF.

As diferenças de preços nas hospedagens também costuma ser grande e é recomendável pesquisar e chegar com tudo reservado. Mesmo assim podem acontecer surpresas como o hostel precário que reservamos em La Paloma. No Uruguai, come-se muito bem, a comida mais típica, além do tradicional churrasco, é o Chivito, um prato servido com um generoso pedaço de carne, fritas e salada. Mas o preço da refeição é o dobro do preço médio que se paga no Brasil, portanto é bom olhar os preços no cardápio antes de fazer o pedido.

A hotelaria também é muito boa e tem opções de hospedagens para todos os gostos e bolsos. Como passamos muitos dias no país, procuramos equilibrar os gastos optando em ficar hospedados em hostels na maioria das vezes. Apesar do ambiente de um hostel ser em geral muito descontraído e onde circulam pessoas de todos os lugares do Mundo, conforto e privacidade não são o ponto forte desse tipo de hospedagem, já que tanto os quartos como os banheiros são comunitários.

O idioma não chega a ser um problema, os uruguaios são acostumados a receber os brasileiros e conseguem se comunicar, mas falar bem o espanhol ajuda em situações onde se é preciso negociar, pois além de se fazer entender, é preciso ser convincente. Eu era o único do grupo a falar fluentemente e isso ajudou muito em várias situações.

Se for ao Uruguai pra pedalar, é necessário levar algumas ferramentas pra montagem da bike, uma vez que a bicicleta tem que ir desmontada e com os pneus esvaziados no avião. Não esquecer de levar uma câmara reserva e a bomba de ar. A bike também pode ser alugada em Montevidéu.

E claro, em muitos lugares é comum ver pessoas consumindo maconha livremente, mas não é necessário se preocupar, pois normalmente é feito de forma discreta e meramente recreativa, como tomar uma cerveja.

O Uruguai é um país lindo, charmoso e acolhedor, que vale muito a pena visitar pelo menos uma vez na vida.

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